16 fevereiro 2016

E quando as pessoas são parasitas?

Existem pessoas que abraçam com os olhos, acolhem com um sorriso e conquistam com atitudes amigas. Pessoas que, embora você não veja, você sente. Mas também existem aquelas pessoas que se entrelaçam na sua vida feito plantas oportunistas que só querem um apoio, uma sustentação para viver uma vida que não é delas, mas que precisa ter um sentido para existir.

Acontece que essas pessoas não medem esforços para sobreviver através do outro. Elas sugam seus amigos, seus amores, sua família, suas boas energias. De repente, elas sugam a sua vida. E como em um estalo você se dá conta de que perdeu o controle, mesmo que por breves minutos, da sua própria vontade.

Um fato: todos nós passamos por problemas. Não importa de que natureza nem de que forma passamos por eles, mas estamos todos em processo na vida. São conflitos internos, diários, planos, sonhos, que nos impulsionam em direção ao nosso crescimento. Existe toda uma arquitetura nas nossas vidas que vai se organizando e acontecendo no momento certo, cada coisa em seu lugar e no seu tempo.

Não é exatamente disso que trato nesse texto, mas a partir disso às vezes fico a pensar: se a vida é tão simples, mas envolve vários processos pessoais, o ideal seria que cada um se ocupasse apenas com a sua. Mas é aí onde entram as pessoas parasitas do início do texto. Ou, melhor, é aí onde elas não deveriam entrar.

Não sei se esse tipo de pessoa adentra na vida do outro por medo de mergulhar no seu próprio universo e encarar e viver a sua realidade ou se é pelo puro prazer de se sentir no comando de algo ou de alguém. Ilusão que só cabe ao seu dono descobrir. Pessoas assim cansam e, por isso, optei por manter a dúvida e seguir o meu processo de vida, redefinindo algumas prioridades e buscando meu crescimento e bem pessoal.

Seja bem, pratique o bem, a honestidade, o amor ao próximo, mas principalmente o amor a si mesmo. Afinal, quem é de verdade a gente reconhece e só permanece o que se permite. Pessoas e plantas parasitas se cortam da mesma forma: pela raiz.

24 setembro 2015

Procura


Estou me afastando de tudo que me rouba a paz, que me desfaz o riso, que me derrama lágrimas. Estou me afastando de tudo que não demora, do que chega depressa, com pressa, sem intenção de ficar.  
Estou me afastando de tudo aquilo que me enche de vazio, que me faz engolir palavras, que me trava a inspiração. Sem medos ou culpas, eu me afasto de tudo que me provoca mal disfarçado de bom gesto.
Estou deixando pra lá algumas mágoas e dores, bagagens pesadas, fardos não meus. Estou deixando entrar se for leve, se for paz, se for recíproco. Se for pra andar em via única, que seja lado a lado. Se for pra vim, que seja pra ficar. Se não for pra ficar, que seja intenso. Se não for nada disso, não seja.
Estou abraçando o que me traz aconchego, acalento e calor no coração. Estou me afastando dos medos, das incertezas, das inconstâncias de quem não sabe direito pra onde vai. Me permito ir até onde posso e quero até me perder, até voltar e, de novo, me encontrar.

Apenas cansada de começar sempre pelo fim. Apenas sem obrigação. Apenas me afastando de sobras e excessos pra chegar até mim. Não está tão longe, já consigo me avistar!

08 julho 2015

Memórias

A lembrança, finda, imutável, pronta. Incapaz de erros, imaculada. Eis o melhor dos amores, intangível. As incertezas trazem imperfeições, a lembrança não. Ela é intocável. Ela se satisfaz por si só. De que me serve buscar se eu já o tenho? De que me serve tentar se já o consegui? A lembrança preenche vazios, alimenta. Se em algum momento desejei o novo, ela me trás todas as possibilidades que não me ocorreram. Posso sonhar. Mas, se chego a me sentir completo... a minha procura já é o que eu procuro. Eis o meu melhor roteiro. Aquele que eu posso reescrever sempre que a saudade apertar. Eis a minha melhor história. Se o amor é rude, a lembrança é bárbara!

Apenas um goliardo errante

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